Imagem do Estreito de Ormuz: passagem de 20% do petróleo consumido no mundo. (Foto: Reprodução)


O tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o fornecimento de petróleo mantida completamente aberta pelo direito internacional, será controlado no futuro sob um novo sistema que “provavelmente refletirá um novo equilíbrio de poder e considerações de segurança” na região, com os estados vizinhos Irã e Omã desempenhando um papel central, afirmou a agência estatal iraniana IRNA nesta quarta-feira (6).

O relatório afirma que autoridades iranianas e de Omã já haviam discutido mecanismos conjuntos potenciais para gerenciar o tráfego marítimo, garantir passagem segura e introduzir protocolos coordenados para o movimento de embarcações assim que as condições na região “se estabilizarem”.

A IRNA afirmou que as propostas foram apresentadas como esforços para melhorar a segurança e a organização do tráfego marítimo no estreito, em vez de restringir a navegação que, até que os EUA e Israel lançaram sua guerra conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro, estava completamente livre e sem restrições.

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O artigo afirmou que o Irã considera o Estreito de Ormuz estrategicamente ligado à sua segurança nacional, e que qualquer governança ou estrutura operacional de longo prazo para a via navegável deve ser determinada por meio do diálogo regional, especialmente com os estados costeiros vizinhos.

A IRNA afirmou que os desenvolvimentos recentes ressaltaram a importância geopolítica do estreito, destacando os severos aumentos nos preços globais da energia em meio às restrições ao tráfego comercial pela via navegável durante a guerra.

Os EUA e seus aliados regionais no Golfo Pérsico acusaram o Irã de pirataria por seus ataques e ameaças contra embarcações comerciais, que bloquearam o tráfego no estreito.