O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que está no exeríciio da Presidência da República, afirmou nesta quarta-feira (24) que a “boa química” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode contribuir para a resolução do chamado “tarifaço” imposto pelos EUA ao Brasil.
A declaração foi dada durante evento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.
“Ontem houve uma boa química entre os presidentes, que vai nos ajudar a encontrar a melhor solução para resolver um tarifaço que não se justifica”, disse Alckmin, em referência ao encontro entre Lula e Trump nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Segundo o presidente em exercício, os dois líderes se abraçaram e concordaram em se reunir na próxima semana para discutir as tarifas de até 50% aplicadas a produtos brasileiros.
Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou que oito dos dez produtos mais importados dos Estados Unidos têm tarifa zero no Brasil. “A tarifa média de entrada no Brasil é de 2,7%. Vamos trabalhar para buscar uma ótima solução para equacionar esse problema”, afirmou.
Durante o evento “Diálogos com o mercado: a retomada dos investimentos e o papel do BNDES no mercado de capitais”, Alckmin também celebrou indicadores econômicos recentes, como a queda do dólar, a valorização da bolsa e a deflação registrada na última semana.
“Tivemos uma safra agrícola recorde e anúncios importantes, como o da Embraer com a Latam. O Brasil tem um subsolo extremamente rico e pode avançar muito em áreas estratégicas”, disse.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, foi elogiado por Alckmin pelo trabalho à frente da instituição. Segundo o vice-presidente, os fundos estruturados pelo banco, por meio da BNDESPar, devem impulsionar investimentos em setores como minerais críticos.
A expectativa do governo é que o diálogo entre os chefes de Estado contribua para a revisão das tarifas impostas por Washington, consideradas excessivas por Brasília.


