A atriz Berta Loran, referência do humor brasileiro e com mais de sete décadas de carreira, morreu nesta segunda-feira, 29, aos 99 anos, em um hospital particular de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares e amigos próximos da artista.
Nascida em Varsóvia, na Polônia, em 1926, Berta imigrou para o Brasil aos nove anos, fugindo da perseguição antissemita na Europa. Seu nome de batismo era Basza Ajs. No Brasil, construiu uma trajetória marcada pela irreverência e pelo talento cômico, tornando-se uma das figuras mais queridas da televisão nacional.
Loran estreou na TV Globo em 1966 e participou de programas humorísticos que marcaram época, como Balança Mas Não Cai, Faça Humor, Não Faça Guerra, Escolinha do Professor Raimundo e Zorra Total.

Também atuou em novelas como Amor com Amor se Paga, Cambalacho, Ti-Ti-Ti e A Dona do Pedaço, além de filmes como Até que a Sorte nos Separe 2 e Juntos e Enrolados.
A atriz era conhecida por sua espontaneidade e pela capacidade de provocar riso com naturalidade. Em entrevista ao projeto Memória Globo, afirmou: “Humor é tudo na vida. Você pode perder joias, dinheiro, até um grande amor. Mas o humor não pode ser perdido”.
Nas redes sociais, artistas e fãs lamentaram a morte de Berta Loran. O ator Eduardo Martini escreveu: “Descanse em paz, dona Berta. Obrigado pelo legado de força, persistência e resistência”.
Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.



