Equipe da Flotilha que levava remédios e comida para palestinos em Gaza. (Foto: EBC)


Quatorze brasileiros que integravam a missão humanitária Global Sumud Flotilla foram detidos por autoridades israelenses ao tentarem romper o bloqueio marítimo imposto à Faixa de Gaza. Quatro deles iniciaram uma greve de fome em protesto contra a prisão, que consideram arbitrária e política. O grupo foi interceptado em águas internacionais e levado para uma penitenciária no deserto de Neguev.

O primeiro membro do grupo a ser deportado foi Nicolás Calabrese, cidadão argentino-italiano residente no Brasil. Segundo a organização da flotilha, ele foi enviado para Roma sem direito a audiência pública ou defesa legal. A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que acompanha o caso, afirmou que os demais brasileiros devem ser deportados nos próximos dias.

A Global Sumud Flotilla é uma iniciativa internacional que busca denunciar o bloqueio israelense à Gaza e entregar suprimentos médicos e alimentos à população palestina. A ação é considerada pacífica e simbólica, inspirada em movimentos de resistência não violenta.

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Em nota, os ativistas presos afirmam que “a greve de fome é um gesto de solidariedade ao povo palestino, que sofre há décadas com ocupação, cerco e violência sistemática”. Eles também denunciam maus-tratos, falta de acesso a advogados e condições precárias de encarceramento.

O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Organizações de direitos humanos e movimentos sociais exigem que o Itamaraty pressione Israel pela libertação imediata dos detidos e pela garantia de seus direitos fundamentais.

A repercussão internacional cresce, com manifestações em apoio aos ativistas ocorrendo em cidades como São Paulo, Buenos Aires, Roma e Paris. A flotilha, embora impedida de chegar a Gaza, reacendeu o debate sobre o cerco à Palestina e o papel da diplomacia brasileira em conflitos internacionais.