A Casa Branca confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma reunião de trabalho com o presidente Donald Trump nesta quinta-feira, em Washington. O encontro, inicialmente previsto para março, foi adiado e agora se torna o primeiro compromisso oficial de Lula na capital americana desde o início do governo Trump.
A visita ocorre em meio a tensões comerciais e geopolíticas. Os Estados Unidos são o terceiro maior parceiro comercial do Brasil e o principal investidor estrangeiro no país. Desde 2025, Washington impôs tarifas de até 40% sobre produtos brasileiros, algumas já reduzidas após negociações preliminares. Lula deve insistir na retirada de barreiras tarifárias e não tarifárias, além de discutir temas como big techs, minerais estratégicos, terras raras e data centers.
Na pauta de segurança, o governo Trump tem pressionado para classificar facções criminosas brasileiras — como o PCC e o Comando Vermelho — como organizações terroristas. Lula deve contestar essa iniciativa, argumentando que o combate ao crime organizado deve ser tratado em cooperação policial e judicial, sem implicações diplomáticas. A presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforça o peso da agenda de segurança.
O encontro também deve abordar a situação na Venezuela e a cooperação em minerais críticos, áreas de interesse estratégico para Washington. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a “boa química” entre os dois líderes e vê a reunião como oportunidade para fortalecer a relação bilateral.
A reunião está marcada para as 11h (horário de Washington, 12h em Brasília). Lula embarca de Brasília nesta quarta-feira e deve chegar à Base Aérea de Andrews à noite.



