Petroleiro atracado em Maracaibo, Venezuela, que integra a frota fantasma de navios que são alvo do presidente norte-americano. (Foto: Reprodução)


Os Estados Unidos confirmaram nesta sexta-feira, 9, a apreensão de um quinto petroleiro associado ao transporte de petróleo venezuelano sob sanções.

A embarcação, identificada como Olina, foi interceptada no Mar do Caribe, nas proximidades de Trinidad e Tobago, em operação conduzida pelo Comando Sul da Marinha norte-americana.

Segundo comunicado oficial, o navio navegava sob bandeira de Timor-Leste, considerada falsa pelas autoridades americanas.

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A ação ocorreu antes do amanhecer e envolveu fuzileiros e helicópteros militares. O bloqueio integra a estratégia de Washington de impedir a saída de petróleo sancionado da Venezuela, país alvo de medidas restritivas impostas pelo governo Donald Trump.

O Olina é apontado como parte da chamada “frota fantasma”, grupo de embarcações que busca driblar sanções internacionais utilizando registros falsos e rotas alternativas. A interceptação desta sexta-feira soma-se a outras quatro ocorridas nas últimas semanas, incluindo duas no Atlântico em 6 de janeiro.

Em nota, o Comando Sul afirmou que “não há refúgio seguro para criminosos” e divulgou imagens da operação. As autoridades americanas informaram ainda que outras embarcações permanecem sob monitoramento, em tentativa de escapar do bloqueio.

A ofensiva marítima ocorre em meio ao agravamento da crise política venezuelana, marcada pela prisão de Nicolás Maduro em Caracas, dias antes. A apreensão de navios sob bandeiras de países terceiros, como Rússia e Timor-Leste, amplia o risco de atritos diplomáticos e pressiona governos que mantêm relações comerciais com Caracas.

Com a quinta interceptação confirmada, os Estados Unidos consolidam o cerco naval contra o comércio de petróleo venezuelano, reforçando o impacto econômico das sanções e aumentando a tensão regional no Caribe.