Sikvinei e o cão que levou na sua tentativa de fuga para o exílio. (Foto: Redes Sociais)


Na noite de 24 de dezembro, quando Silvinei Vasques rompeu a tornozeleira eletrônica e iniciou sua fuga para o Paraguai, não estava sozinho. Ao lado do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal seguia um pitbull, tratado como parte essencial da operação. Câmeras de segurança registraram o momento em que Vasques conduziu o cão até o carro alugado, às 19h22, em Florianópolis. No veículo, além de mochilas e documentos, havia ração, comedouros e tapetes higiênicos — um arsenal doméstico que revelava planejamento e cuidado com o animal.

Durante a travessia da fronteira, o pitbull permaneceu como companheiro silencioso. A presença do cão não era casual: Vasques havia preparado a viagem para que o animal pudesse acompanhá-lo por tempo indeterminado. O detalhe chamou atenção dos investigadores, que viram na logística para o cachorro um indício de que a fuga não era improvisada, mas planejada com antecedência.

A prisão ocorreu na madrugada de 26 de dezembro, no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção. Vasques foi detido ao apresentar um passaporte falso e uma declaração médica forjada. O pitbull, entretanto, desaparece da narrativa oficial a partir desse momento. Autoridades paraguaias não informaram se o animal foi entregue a familiares, recolhido por serviços locais ou encaminhado a abrigos.

Continua depois da publicidade