Trump com representantes de petroleiras na Casa Branca. (Reprodução)


O presidente-executivo da ExxonMobil, Darren Woods, declarou que o país sul-americano é inviável para novos aportes sem reformas profundas. “Nossos ativos foram confiscados duas vezes. Reentrar exigiria mudanças significativas”, disse. A ExxonMobil é a maior petrolífera dos EUA e deixou a Venezuela há quase 20 anos, após a nacionalização de seus ativos.

Trump sugeriu que as companhias invistam US$ 100 bilhões para ampliar a produção local de petróleo. Ele afirmou que, após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas em 3 de janeiro, há “segurança total” para investidores. Segundo o presidente, negociações ocorreriam apenas com Washington, não com Caracas.

O vice-presidente da Chevron, Mark Nelson, disse que a empresa mantém compromisso com investimentos no país. A Chevron é a única grande petrolífera americana ainda em operação na Venezuela.

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O Instituto Americano do Petróleo (API), principal grupo de lobby do setor, classificou o encontro como “conversa inicial construtiva”, destacando tanto o potencial energético quanto os desafios de segurança e governança.

A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, estimadas em 303 bilhões de barris. Apesar disso, especialistas afirmam que a reconstrução da indústria levará anos e exigirá bilhões de dólares em investimentos.

Participaram da reunião, além da ExxonMobil e da Chevron, representantes da ConocoPhillips, Halliburton, Valero, Marathon, Shell, Trafigura (Singapura), Eni (Itália) e Repsol (Espanha).