O governo federal anunciou nesta quarta-feira (8) a conclusão do programa “CEP para Todos”, que garante Código de Endereçamento Postal (CEP) a todas as favelas do país. A iniciativa, coordenada pelo Ministério das Cidades em parceria com os Correios, beneficiou 12.348 comunidades registradas pelo IBGE, onde vivem 16,39 milhões de pessoas, sendo 72,9% pretos ou pardos.
A ausência de CEP era um obstáculo histórico à cidadania: dificultava o acesso a serviços públicos, entregas, programas sociais e até mesmo a oportunidades de emprego. Segundo a Secretaria Nacional de Periferias, cerca de 870 mil pessoas viviam em áreas classificadas como de “fragilidade de endereço”, sem nome de rua ou numeração.
Etapas complementares do programa
- Mapeamento completo de logradouros em 300 comunidades, com criação de CEPs específicos para ruas, vielas e becos. Já foram gerados 765 códigos nessa fase.
- Implantação de unidades físicas dos Correios em 100 favelas, ampliando o atendimento postal direto.
O projeto faz parte do programa Periferia Viva, que também prevê ações de urbanização, infraestrutura, inclusão digital e fortalecimento comunitário. O presidente Lula celebrou o avanço como um marco de dignidade: “Ter CEP é ter identidade, é ser reconhecido pelo Estado”.
Exemplos de impacto
Na comunidade Nova Esperança, em Campo Grande (MS), uma epidemia de sarna humana não era atendida por falta de endereço oficial. Após a criação do CEP, agentes de saúde passaram a visitar regularmente a área, e moradores conseguiram acessar benefícios sociais aos quais já tinham direito.





