Del Toro: preferência a cenários reais nas telas. (Foto: Divulgação)

O filme Frankenstein (2025), de Guillermo del Toro, é mais que horror: é espelho das feridas herdadas. Um tratado gótico sobre o trauma geracional, onde o sobrenome não basta — a dor também se transmite.

Oscar Isaac encarna Victor, cientista moldado pela carência paterna e pela sombra da insuficiência.

Jacob Elordi dá vida à criatura, fruto de sobras emocionais e súplica por reconhecimento.

A trilha sonora ironiza a insanidade, enquanto o capital de Christoph Waltz alimenta vaidades doentias.

Mia Goth surge como Elizabeth, contraponto humano que revela o erro categórico do criador.

O monstro verdadeiro não é a criatura, mas o pai ferido que repete a violência.

Leia hoje a crônica da colunista Laira Vieira clicando aqui.