Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, durante coletiva de imprensa — Foto: Reprodução


O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, anunciou nesta terça-feira (7) a criação de um comitê informal para enfrentar a crise provocada pela presença de metanol em bebidas alcoólicas adulteradas no Brasil. A medida foi tomada após reunião com representantes da indústria de bebidas e entidades de combate à falsificação, diante do aumento dos casos de intoxicação pela substância em diversos estados. O objetivo do comitê é agilizar a troca de informações entre os setores público e privado e coordenar ações para conter a disseminação de bebidas contaminadas.

Segundo Lewandowski, o comitê não terá caráter burocrático, mas funcionará como um espaço de cooperação direta para compartilhar boas práticas e acelerar providências contra a adulteração.

“Chegamos à conclusão de que é importante montar um comitê de enfrentamento da crise do metanol, informal, onde possa haver troca de informações, de boas práticas e anúncios das providências para avançarmos mais rapidamente na solução do problema”, declarou o ministro.

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O ministro ressaltou que o foco da atuação será nos comerciantes que adulteram produtos de forma intencional, diferenciando-os dos produtores regulares. “Não se trata de paralisar um setor importante da economia nacional, mas de atacar com firmeza aqueles que estão colocando em risco a vida dos consumidores”, afirmou.

A criação do comitê acontece em meio a uma onda de intoxicações que já soma 225 notificações em todo o país, com 16 casos confirmados e 15 mortes registradas, segundo o Ministério da Saúde. O governo federal também colocou à disposição dos estados a estrutura pericial da Polícia Federal para identificar a origem do metanol utilizado nas bebidas adulteradas, que pode ter origem industrial ou ser subproduto da própria fabricação irregular.