Guto Graça morre aos 78 anos. (Foto: Reprodução)


O produtor e diretor musical Augusto César Graça Mello, mais conhecido como Guto Graça Mello, morreu nesta terça-feira (5), no Rio de Janeiro, aos 78 anos.

O carioca, nascido em 29 de abril de 1948, estava internado no Hospital Barra D’or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, há mais de um mês. A causa da morte, segundo familiares, foi uma parada cardiorrespiratória. Ele deixa viúva a atriz Silvia Massari, duas filhas e dois enteados.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Graça Mello produziu mais de 500 discos, entre eles muitos sucessos da MPB, como discos de Rita Lee, Roberto Carlos, Maria Bethânia e o primeiro disco da Xuxa.

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Também se tornou um dos principais nomes da música na televisão brasileira, responsável por transformar trilhas sonoras de novelas em fenômenos de público e mercado.

Nascido em uma família de artistas — filho dos atores Stella Graça Mello e Octávio Graça Mello —, Guto cresceu em meio ao ambiente cultural.

Chegou a iniciar o curso de arquitetura na UFRJ, mas abandonou a graduação para se dedicar à música. Estudou violão, passou pela escola ProArte e, ainda nos anos 1960, começou a compor.

Em parceria com Mariozinho Rocha, escreveu canções gravadas por nomes como Elis Regina e Nara Leão.

Antes de se firmar na TV, viveu no exterior e integrou o grupo Vox Populi, chegando a se apresentar no México.

De volta ao Brasil, iniciou a trajetória na Globo em 1972, como produtor musical do programa “Viva Marília”, comandado por Marília Pêra.

No ano seguinte, assinou sua primeira trilha de novela, “Cavalo de Aço”, ao lado de Nelson Motta — trabalho que ele próprio classificaria mais tarde como um começo difícil.

A partir daí, construiu uma carreira decisiva para a identidade sonora das novelas. Foi responsável por trilhas de sucessos como “Gabriela”, “Pecado Capital”, “Saramandaia” e “Estúpido Cupido”, sempre buscando alinhar a música ao universo dramático das histórias.

Para “Gabriela”, encomendou a abertura a Dorival Caymmi e apostou em “Alegre Menina”, musicada por Djavan a partir de um poema de Jorge Amado.