A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco confirmou, nesta quarta-feira (1º), a investigação de uma terceira morte suspeita por intoxicação por metanol no Agreste do estado. O caso mais recente ocorreu no município de João Alfredo e se soma a outras duas mortes registradas em Lajedo. Um terceiro paciente, também de Lajedo, sobreviveu, mas perdeu a visão.
Segundo a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), os três homens foram hospitalizados em Caruaru após apresentarem sintomas compatíveis com envenenamento por metanol, substância tóxica que pode ser confundida com o etanol em bebidas adulteradas. A Polícia Civil apura se os produtos foram adquiridos de um caminhão que teria saído de Belo Jardim, cidade vizinha.
A ingestão de metanol pode provocar sintomas semelhantes aos do álcool comum nas primeiras horas, mas evolui rapidamente para quadros graves, como cegueira, convulsões e coma. O intervalo entre o consumo e o agravamento dos sintomas varia de 6 a 24 horas.
Em nota, a Apevisa informou que iniciou ações de fiscalização em distribuidoras de bebidas alcoólicas na região e que está em articulação com as vigilâncias sanitárias municipais para ampliar as vistorias. A Secretaria de Saúde reforçou o alerta à população para que evite o consumo de bebidas sem procedência, com preços muito abaixo do mercado ou sem registro no Ministério da Agricultura.
A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre o andamento das investigações, mas confirmou que os casos estão sendo tratados como suspeita de envenenamento por metanol. A origem das bebidas e a possível adulteração serão apuradas.
A recomendação das autoridades é clara: consumidores devem verificar se os produtos possuem lacre de segurança, rótulo com informações completas e registro oficial. Em caso de suspeita, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico e comunicar às autoridades sanitárias locais.





