Operação da PF contra associação criminosa de ataques hacker. (Foto: PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (3) a operação Power OFF, que mira suspeitos de promover ataques cibernéticos contra órgãos estratégicos da administração pública e da segurança nacional.
Segundo as investigações, os alvos incluíram a própria PF, o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), a Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro.

Detalhes da investigação

  • Os suspeitos são apontados como responsáveis por ofensivas digitais no formato de negação de serviço distribuído (DDoS), modalidade que sobrecarrega servidores com tráfego massivo e malicioso, tornando sites e sistemas indisponíveis.
  • A prática era oferecida sob demanda por meio de plataformas conhecidas como booters e stressers, utilizadas para contratar ataques contra serviços online.
  • A PF afirma que os órgãos atacados são considerados estratégicos para o funcionamento do Estado, por reunirem dados sensíveis e infraestrutura crítica de segurança e tecnologia.

Impacto e contexto

  • O Serpro e a Dataprev são responsáveis pelo processamento de informações de governo digital e previdência social, respectivamente.
  • O Centro de Telemática do Exército atua na comunicação e integração tecnológica das Forças Armadas.
  • A ofensiva contra esses sistemas, segundo a PF, representa risco à soberania digital e à proteção de dados de milhões de brasileiros.

O que é um ataque DDoS

Um ataque de Distributed Denial of Service (DDoS) consiste em sobrecarregar servidores com acessos simultâneos de múltiplas fontes, inviabilizando o funcionamento de sites e serviços online. É uma das técnicas mais comuns de cibercrime e pode ser contratada em plataformas clandestinas que oferecem o serviço como se fosse um produto.