A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta sexta-feira (3) três pessoas suspeitas de envolvimento na morte do advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, de 55 anos, fundador do grupo Prerrogativas. O crime ocorreu na madrugada de terça-feira (30) em Higienópolis, bairro nobre da região central da capital paulista, e está sendo investigado como latrocínio — roubo seguido de morte.
Segundo as investigações conduzidas pelo 4º Distrito Policial da Consolação, Pacheco foi abordado por um casal enquanto aguardava um carro de aplicativo na Rua Itambé, após sair de um bar. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o advogado é surpreendido por um dos agressores, que lhe desfere um soco na cabeça. Pacheco cai no chão e, segundo a polícia, teria batido a cabeça, ficando desacordado.
Minutos depois, ele foi encontrado convulsionando e com dificuldade para respirar por um pedestre que acionou a Polícia Militar e o Samu. O advogado foi levado à Santa Casa de São Paulo, mas não resistiu aos ferimentos. Sem documentos, permaneceu como desconhecido por cerca de um dia e meio até ser identificado.
Prisões e investigação

O casal que teria agredido Pacheco foi preso temporariamente, assim como um terceiro homem suspeito de participação no assalto. Os criminosos fugiram levando o celular, o relógio e a carteira da vítima. A hipótese inicial de intoxicação por metanol — levantada por mensagens enviadas por Pacheco a amigos — foi descartada pela polícia após análise preliminar.
Luiz Fernando Pacheco era conhecido por sua atuação em casos de grande repercussão, como o do mensalão, e por sua militância em defesa das prerrogativas da advocacia. Além de fundador do grupo Prerrogativas, foi conselheiro da OAB-SP, do Conselho Federal da OAB e do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD). Nos últimos anos, atuava em seu próprio escritório, localizado no Itaim Bibi.



