da Redação
22 maio 2026
A Procuradoria Federal dos Estados Unidos apresentou acusações formais contra o ex-ditador de Cuba Raúl Castro, de 94 anos, e outros cinco militares pelo abate de duas aeronaves da organização Hermanos al Rescate (Irmãos ao Resgate) em 1996, episódio que resultou na morte de quatro pessoas. O anúncio, feito na última quarta-feira (20), motivou uma manifestação de cerca de cinquenta exilados cubanos em frente ao restaurante Versailles, tradicional ponto de encontro da comunidade em Miami, na Flórida.
O indiciamento ocorre em meio ao endurecimento da política do governo de Donald Trump em relação a Havana. Em pronunciamento, o atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou a medida e traçou um paralelo com as sanções econômicas e diplomáticas aplicadas por Washington contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela — comparação que também foi endossada por parte dos manifestantes na Calle 8.
Discursos Políticos
O ato em frente ao restaurante coincidiu com um comício organizado pelo Partido Republicano da Flórida. Políticos locais, comissários distritais e autoridades eleitorais utilizaram o espaço para discursar em apoio à gestão de Donald Trump, associando a medida judicial à promessa de responsabilizar o governo cubano por ações contra cidadãos americanos.
A data da manifestação coincide com o 20 de maio, dia em que se proclamou a República de Cuba em 1902. Desde a revolução de 1959, o calendário oficial da ilha desidratou a efeméride, priorizando o 1º de janeiro como a principal celebração nacional. “A ditadura encarregou-se de apagar esta data”, afirmou o ex-preso político Agustín Acosta, que compareceu ao local portando cartazes de protesto.
Reação de Familiares
Horas antes do protesto, lideranças históricas do exílio e familiares das vítimas reuniram-se em um ato na Torre da Liberdade de Miami. O evento contou com a presença de integrantes da Fundação Nacional Cubano-Americana (FNCA) e de representantes de instituições acadêmicas e de segurança locais.
Para os parentes dos tripulantes mortos no ataque de 1996, o indiciamento representa um avanço após três décadas de litígio. “Um indiciamento de Raúl Castro é algo que queríamos desde o primeiro dia, porque os autores intelectuais também são responsáveis”, declarou Maggie Alejandre Khully, irmã de Armando Alejandre, um dos mortos no incidente. Marlene Alejandre-Triana, filha de Alejandre, afirmou esperar que a decisão seja um passo definitivo para a obtenção de justiça no caso.
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