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Governo publica regras mais duras para regular as redes sociais

O governo federal publicou nesta quinta-feira (21) um novo decreto que redefine a atuação das redes sociais no Brasil. A...

Governo publica regras mais duras para regular as redes sociais

Governo publica regras mais duras para regular as redes sociais.

da Redação

22 maio 2026

O governo federal publicou nesta quinta-feira (21) um novo decreto que redefine a atuação das redes sociais no Brasil. A medida, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obriga plataformas digitais a manter, por um ano, os registros de pessoas e empresas que contratam anúncios ou impulsionamentos pagos.

O objetivo é permitir a identificação dos responsáveis por fraudes e golpes online e garantir que vítimas possam buscar ressarcimento.

O texto atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet e dá concretude a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2025 ampliou a responsabilidade das big techs sobre conteúdos ilícitos.

Até então, as empresas só podiam ser responsabilizadas se descumprissem ordem judicial para remover publicações. Agora, passam a responder também quando falham em agir de forma preventiva ou deixam de retirar conteúdos após notificação.

O que muda para as plataformas

Responsabilidade direta: anúncios e impulsionamentos com conteúdo criminoso geram presunção de culpa das plataformas, mesmo sem ordem judicial.

Dever de cuidado: empresas devem adotar mecanismos para evitar a veiculação de fraudes, golpes e produtos ilegais.

Canal de denúncia: usuários devem ter acesso a ferramentas para contestar decisões e denunciar irregularidades, em um processo semelhante ao “devido processo legal”.

Fiscalização da ANPD: a Agência Nacional de Proteção de Dados supervisionará se as companhias atuam de forma preventiva e proativa, analisando relatórios periódicos.

Crimes considerados graves

O STF determinou que conteúdos relacionados a terrorismo, racismo, homofobia, ataques à democracia, incentivo ao suicídio ou mutilação, além de crimes contra mulheres e crianças, devem ser removidos imediatamente pelas próprias plataformas.

Proteção às mulheres

Um segundo decreto trata especificamente da violência digital contra mulheres e meninas. Entre as medidas:
remoção em até duas horas de conteúdos íntimos não autorizados, inclusive imagens falsas geradas por inteligência artificial;
proibição de ferramentas de IA que criem “nudes” falsos;
redução do alcance de ataques coordenados contra mulheres, como os que frequentemente atingem jornalistas.

Punições

Ainda não há clareza sobre quais sanções serão aplicadas às empresas que descumprirem as normas. O Marco Civil prevê desde advertências até multas, mas o governo deve detalhar os mecanismos de punição em regulamentações futuras.

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