da Redação
03 junho 2026
No corredor movimentado da reunião ministerial da OCDE, em Paris, um aperto de mãos rápido entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, virou notícia.
O gesto, embora breve, trouxe um recado: Washington não fechou a porta para conversas sobre as tarifas extras que podem atingir produtos brasileiros.
A investigação conduzida pelo Escritório de Comércio dos EUA concluiu que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam em coibir importações ligadas a trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs sobretaxas de 12,5% — que, somadas a outras medidas já sugeridas, podem elevar a carga tarifária a 37,5%, quase no patamar dos 40% aplicados no ano passado.
Vieira, segundo interlocutores, reforçou que Brasília também quer manter o diálogo. Ele lembrou que Lula e Trump acertaram um prazo de 30 dias para buscar uma saída negociada.
Para a delegação brasileira, o encontro improvisado foi lido como sinal de que, apesar da escalada das tensões, os canais de comunicação seguem abertos.
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