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Tesouro Reserva estreia como opção simples e segura para investidores

O Tesouro Direto lançou oficialmente o Tesouro Reserva, uma opção pensada para quem busca investir de forma prática, segura e...

Tesouro Reserva estreia como opção simples e segura para investidores

Tesouro Reserva estreia como opção simples e segura para investidores.

da Redação

25 maio 2026

O Tesouro Direto lançou oficialmente o Tesouro Reserva, uma opção pensada para quem busca investir de forma prática, segura e com alta liquidez. Esse título tem rendimento atrelado à taxa Selic, não sofre variações de preço no mercado (a chamada “marcação a mercado”) e pode ser negociado 24 horas por dia, sete dias por semana.

Como funciona

Disponibilidade inicial: o produto foi liberado primeiro para os 80 milhões de correntistas do Banco do Brasil, parceiro do projeto. Outras instituições financeiras devem oferecer o título em breve.

Aportes acessíveis: é possível investir a partir de R$ 1, valor bem mais baixo que outros títulos do Tesouro, que exigem aplicações mínimas superiores a R$ 189. O limite máximo é de R$ 500 mil por mês.

Prazo e tributação: o título tem vencimento em dez anos. O Imposto de Renda segue a tabela regressiva, variando de 22,5% a 15%, conforme o tempo de aplicação. O IOF só incide em resgates feitos nos primeiros 30 dias.

Taxa de custódia: há isenção para valores até R$ 10 mil. Acima disso, a taxa é de 0,2% ao ano.

Comparações com outras opções

Segundo especialistas, o Tesouro Reserva deve competir com a poupança e com as chamadas caixinhas digitais oferecidas por bancos e fintechs.

Caixinhas digitais: podem render até 130% do CDI, mas dependem da proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Poupança: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, rende 0,5% ao mês + TR, valor inferior ao Tesouro Reserva.

Tesouro Selic: também indicado para reserva de emergência, mas só permite operações em dias úteis, das 9h30 às 18h, e pode sofrer pequenas oscilações de preço. O Tesouro Reserva, por sua vez, opera 24/7 e não tem marcação a mercado.

Outros títulos do Tesouro Direto

O Tesouro Reserva é apenas uma das opções disponíveis. Cada título atende a objetivos diferentes:

Tesouro IPCA+: protege contra a inflação e garante ganho real. Atualmente, o retorno está em torno de 7,73% ao ano para vencimento em 2032. O risco é vender antes do prazo.

Tesouro Prefixado: oferece previsibilidade, pois o investidor sabe exatamente quanto receberá no vencimento. Porém, pode haver perdas em caso de venda antecipada se os juros subirem.

Tesouro Renda+: voltado para aposentadoria. Após acumular recursos, o investidor recebe em 240 parcelas mensais ao longo de 20 anos, corrigidas pela inflação.

Tesouro Educa+: pensado para custear ensino superior. Após o período de acumulação, os pagamentos são feitos em parcelas mensais durante cinco anos.

Conclusão

O Tesouro Reserva surge como uma alternativa moderna e acessível para quem deseja formar uma reserva de emergência ou investir com segurança e liquidez. Ele não é “o título perfeito”, mas pode ser o título certo para o momento certo, como destacam especialistas.

As vendas do novo Tesouro Reserva somaram R$ 586,3 milhões entre 11 e 17 de maio.

As operações, no entanto, foram liquidadas entre 12 e 18 de maio, já que a data de venda considera o dia útil seguinte à operação do investidor. O balanço mensal do do Tesouro Direto (TD) será divulgado nesta semana.

O maior volume de vendas ocorreu em 13 de maio, quando o Tesouro Reserva com vencimento em 1º de janeiro de 2036 movimentou R$ 121,79 milhões.

Na sequência, aparecem os dias 14 e 15 de maio, com R$ 114,04 milhões e R$ 107,82 milhões, respectivamente.

Já em 18 de maio, as vendas alcançaram R$ 156,47 milhões, o maior valor diário do período informado. No início da janela analisada, em 12 de maio, o montante vendido foi de R$ 86,22 milhões.

Segundo o Tesouro Nacional, os dados completos sobre as vendas de títulos públicos podem ser consultados na base oficial de vendas do Tesouro Direto. O órgão também ressaltou que a “Data Venda é referente à data de liquidação pelo Tesouro Nacional, que ocorre no dia útil subsequente à operação do investidor”.

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