da Redação
28 maio 2026
Articulista
Moisés Rabinovici*
A sofreguidão de Flávio Bolsonaro para conseguir uma foto com Donald Trump beira o contrassenso. Jair Bolsonaro foi chamado de “great friend” na Casa Branca e, ainda assim, perdeu a eleição para Lula.

Nem o apoio explícito de Trump a líderes da direita nacionalista pelo mundo tem garantido força eleitoral duradoura.
Na Hungria, depois de 16 anos no poder, Viktor Orbán precisou receber em Budapeste o vice-presidente JD Vance em plena campanha eleitoral, num gesto explícito de apoio do trumpismo a um aliado ameaçado nas urnas.
Na França, Marine Le Pen acumulou derrotas presidenciais surfando a onda política do ecossistema MAGA.
Na Itália, Matteo Salvini alinhou-se a Trump e a Orbán, mas perdeu protagonismo para Giorgia Meloni.
E o holandês Geert Wilders, apesar da vitória eleitoral de 2023, não conseguiu estabilizar uma coalizão duradoura e voltou à oposição.
A foto com Trump pode animar militantes. Mas está longe de ser um seguro eleitoral.
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