da Redação
24 maio 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que não vai “se apressar” para fechar um acordo que ponha fim à guerra entre a coalizão americano-israelense e o Irã. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano declarou que “o tempo está do nosso lado”, diminuindo as expectativas de que um consenso para a abertura do Estreito de Ormuz fosse anunciado de imediato. O recuo ocorre após parlamentares da ala conservadora do partido alertarem que um entendimento nos moldes especulados seria um “erro desastroso”.
“Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva”, escreveu Trump, adotando um tom diferente das manifestações anteriores de Washington e Teerã, que indicavam a proximidade de um desfecho. Mais tarde, um alto funcionário do governo americano confirmou à emissora NBC News que o pacto não seria assinado hoje, embora tenha destacado a existência de avanços.
No sábado, o panorama parecia mais otimista.
O presidente americano chegara a地点 indicar que os termos estavam “amplamente negociados, sujeitos à finalização”. Na manhã de domingo, durante agenda na Índia, o secretário de Estado, Marco Rubio, reforçou que o objetivo final das tratativas é garantir que “o Irã nunca tenha uma arma nuclear”, mencionando progressos nas últimas 48 horas em coordenação com parceiros do Golfo Pérsico.
Os termos em discussão
De acordo com a mídia estatal iraniana, o esboço do acordo provisório prevê a suspensão das sanções ao petróleo do país e o fim do bloqueio naval americano a seus portos. Em contrapartida, o Irã restabeleceria o fluxo normal de navegação comercial no Estreito de Ormuz em até 30 dias. Um integrante do governo dos EUA detalhou que Teerã aceitaria, em princípio, uma fórmula para abrir a via marítima em troca da suspensão do cerco, comprometendo-se a negociar a destinação de seu estoque de urânio enriquecido.
A agência de notícias semioficial Tasnim informou que haveria um prazo de 60 dias para discussões específicas sobre a questão nuclear. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país está “pronto para garantir ao mundo” que não busca o desenvolvimento de armamento atômico, mas ressaltou que a equipe negociadora não comprometerá “a dignidade e o orgulho” da nação.
Resistência interna e articulação regional
A possibilidade de trégua gerou forte reação entre senadores republicanos. O presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, Roger Wicker, classificou o cessar-fogo de 60 dias como um desastre, argumentando que a Coreia ou o Irã não agiriam de boa-fé. O senador Ted Cruz expressou “profunda preocupação”, endossado pelo senador Lindsey Graham, que alertou para uma “mudança drástica no equilíbrio de poder regional”.
Em resposta, Trump usou as redes sociais para rebater as críticas, chamando os opositores de “perdedores”. “Ninguém viu o texto ou sabe o que é. Nem sequer está totalmente negociado.
Ao contrário dos que me antecederam, eu não faço acordos ruins”, defendeu-se, criticando a gestão de Barack Obama.
No sábado, o líder americano conduziu uma conferência telefônica com os chefes de Estado do Catar, Arábia Saudita, Turquia, Paquistão, Jordânia, Egito e Emirados Árabes Unidos. Diplomatas regionais confirmaram que o vice-presidente, JD Vance, e o emissário Steve Witkoff participaram da ligação, considerada produtiva. Trump também conversou por telefone com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que reiterou que qualquer resolução “deve eliminar o perigo nuclear” mediante o desmantelamento das usinas de enriquecimento iranianas.
O balanço do conflito
As hostilidades militares começaram no fim de fevereiro deste ano, com bombardeios conjuntos dos EUA e de Israel contra posições militares e de infraestrutura no Irã. O conflito provocou forte instabilidade no preço internacional do petróleo e resultou em um impasse tenso, marcado por ameaças mútuas e por um posterior cessar-fogo temporário de duas semanas, agora estendido por prazo indeterminado.
Dados do Pentágono enviados ao Congresso no mês passado apontam que a guerra já custou mais de 25 bilhões de dólares aos cofres americanos e causou a morte de 13 militares dos EUA. Na região, o saldo de vítimas é de milhares de mortos, incluindo mais de 3 mil cidadãos iranianos, segundo estimativas oficiais de Teerã.
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