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Washington envia porta-aviões à costa de Cuba em ameaça ao país

O Pentágono confirmou o envio do porta-aviões para águas internacionais do Caribe, nas proximidades de Cuba. A movimentação militar ocorre...

Washington envia porta-aviões à costa de Cuba em ameaça ao país

Washington envia porta-aviões à costa de Cuba em ameaça ao país.

da Redação

22 maio 2026

O Pentágono confirmou o envio do porta-aviões para águas internacionais do Caribe, nas proximidades de Cuba. A movimentação militar ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciar o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, por quatro acusações de homicídio, conspiração e danos a aeronaves, decorrentes do abate de dois aviões da organização Irmãos ao Resgate, em 1996. A iniciativa intensifica a estratégia de pressão de Washington para forçar reformas políticas e econômicas em Havana.

Segundo comunicado do Comando Sul, responsável pelas operações militares americanas na América Latina, o Nimitz está acompanhado por um grupo de ataque que inclui caças, o navio de abastecimento logístico Patuxent e o contratorpedeiro Gridley. A frota é a mesma que, em 2025, apoiou por quatro meses a Operação Martelo da Meia-Noite, uma ação conjunta entre Estados Unidos e Israel contra instalações do programa nuclear do Irã.

A atual mobilização repete o modelo adotado por Washington na Venezuela. Na ocasião, o porta-aviões USS Gerald Ford permaneceu quatro meses no Caribe em operações de combate ao narcotráfico, culminando na ação militar que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro — indiciado por autoridades americanas em 2020 — e o transferiu para Nova York para julgamento.

Pressão econômica

O presidente americano, Donald Trump, tem afirmado que Cuba é o próximo foco de sua política externa para a região, após as intervenções na Venezuela e no Irã. O governo americano avalia que o regime cubano enfrenta severa crise econômica, agravada pela suspensão do fornecimento de petróleo venezuelano e pelo embargo energético determinado por um decreto de Trump, que prevê sanções e tarifas a países que forneçam combustível à ilha.

Embora o presidente tenha flertado anteriormente com a possibilidade de enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para a costa cubana após o término das tensões com o Irã, a Casa Branca descartou, por ora, uma escalada militar direta. “O lugar está caindo aos pedaços; é um desastre, eles perderam o controle”, declarou Trump, sinalizando que considera uma intervenção por terra desnecessária.

Em pronunciamento direcionado à população cubana, o secretário de Estado, Marco Rubio, acenou com a possibilidade de uma nova relação bilateral entre Washington e Havana. A normalização diplomática, contudo, permanece condicionada à abertura econômica da ilha e à realização de eleições multipartidárias livres.

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