A caderneta de poupança registrou uma retirada líquida de R$ 15 bilhões em setembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O volume de saques (R$ 371,6 bilhões) superou os depósitos (R$ 356,6 bilhões), consolidando o terceiro mês consecutivo de perdas no investimento mais tradicional dos brasileiros.
No acumulado do ano, os resgates já somam R$ 78,5 bilhões, superando o total de retiradas de 2024 e se aproximando do recorde de 2023. Especialistas apontam que o cenário é influenciado pela taxa básica de juros, a Selic, mantida em 15% ao ano, o que torna alternativas como Tesouro Direto e CDBs mais atrativas.
Apesar dos saques, o saldo total da poupança ainda supera R$ 1 trilhão. Os rendimentos creditados em setembro foram de R$ 6,4 bilhões, insuficientes para conter a tendência de migração para aplicações mais rentáveis.
A inflação acumulada de 5,13% nos últimos 12 meses também contribui para o movimento, pressionando o poder de compra e levando famílias a recorrerem às reservas. O Banco Central segue atento ao comportamento dos investidores diante do atual cenário econômico.



