Ricardo Lorenzini, subsecretário da Agricultura de São Paulo. (Foto: Divulgacão)


O subsecretário de Agricultura do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ricardo Lorenzini, teve os bens bloqueados por decisão da Justiça de São Paulo após ação do Ministério Público Estadual (MPSP). A medida foi tomada em razão de suspeitas de irregularidades em um aditivo contratual de R$ 200 mil para obras de recuperação de estradas rurais no município de Nova Independência, no interior paulista.

A Promotoria aponta indícios de improbidade administrativa na execução do programa “Melhor Caminho”, voltado à melhoria da infraestrutura viária rural. Segundo o MPSP, o aditivo foi firmado sem justificativa técnica adequada e beneficiou a empresa contratada com valores considerados excessivos. A ação civil pública pede o ressarcimento ao erário e a responsabilização dos envolvidos.

Lorenzini ocupava à época o cargo de diretor do programa e foi nomeado subsecretário em julho deste ano, já sob investigação. A Secretaria de Agricultura, comandada por Guilherme Piai, subordinado ao governador Tarcísio, chegou a elaborar um relatório interno que apontava “graves irregularidades” no programa, incluindo pagamentos por obras não concluídas. O documento, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo, estima que cerca de R$ 200 milhões tenham sido gastos em contratos com falhas de execução.

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A defesa de Lorenzini nega qualquer irregularidade e afirma que os pagamentos foram realizados com base em parecer jurídico da pasta. Procurado, o governo estadual não se manifestou sobre o bloqueio de bens nem sobre a permanência do subsecretário no cargo.

O caso reacende o debate sobre critérios de nomeação para cargos públicos e a transparência na gestão de programas de infraestrutura rural. O Ministério Público segue com as investigações e não descarta novas ações judiciais.