O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2025 foi concedido nesta segunda-feira 7) a Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi por suas contribuições fundamentais à compreensão da tolerância imune periférica, um mecanismo essencial para evitar que o sistema imunológico ataque o próprio corpo.
A distinção reconhece décadas de pesquisa que culminaram na identificação e caracterização das células T reguladoras, responsáveis por suprimir respostas autoimunes e manter o equilíbrio imunológico. As descobertas abriram caminho para avanços no tratamento de doenças autoimunes, como esclerose múltipla e diabetes tipo 1, além de influenciar abordagens terapêuticas em transplantes e imunoterapia contra o câncer.
O Comitê Nobel, sediado no Instituto Karolinska, anunciou que os três laureados dividirão o prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões). Em comunicado oficial, o comitê destacou que “as descobertas dos premiados revelaram um princípio biológico fundamental com implicações profundas para a medicina”.
Brunkow e Ramsdell, ambos com formação em imunologia molecular, foram pioneiros na identificação do gene FOXP3, essencial para o desenvolvimento das células T reguladoras. Sakaguchi, por sua vez, foi o primeiro a demonstrar a existência dessas células em modelos animais, estabelecendo sua função crítica na prevenção de doenças autoimunes.
A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em 10 de dezembro, data da morte de Alfred Nobel. As láureas nas categorias de Física, Química, Literatura e Paz serão anunciadas ao longo da semana. O Prêmio Nobel de Ciências Econômicas será divulgado na próxima segunda-feira, dia 13.
A escolha dos laureados deste ano reafirma o compromisso do Nobel com a valorização de descobertas que não apenas ampliam o conhecimento científico, mas também oferecem esperança concreta para milhões de pacientes em todo o mundo.


