O presidente Donald Trump, durante entrevista na Casa Branca. (Reprodução: TV)

A COP30, conferência climática da ONU que começa nesta segunda-feira em Belém, foi alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em publicação na rede Truth Social, o mandatário americano, que não estará presente ao evento no Brasil, acusou o governo brasileiro de “devastar a Floresta Amazônica” para construir uma rodovia de quatro faixas destinada a “ambientalistas viajantes”.

A obra em questão é a Avenida Liberdade, infraestrutura urbana que conecta a Alça Viária à Universidade Federal do Pará e visa facilitar o acesso ao evento.

A resposta veio do governador do Pará, Helder Barbalho, que rebateu com firmeza: “Em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas. Poderia celebrar a redução histórica no desmatamento”.

Barbalho também convidou Trump a visitar Belém e experimentar o tradicional tacacá, prato típico da região amazônica.

A COP30 ocorre em um momento de atenção global à preservação da Amazônia. A escolha de Belém como sede é simbólica: trata-se da primeira vez que uma cidade amazônica recebe o evento.

O governo brasileiro aposta na conferência como vitrine de seus esforços para conter o desmatamento e promover uma transição ecológica justa.

A polêmica põe mais combustível no debate sobre o papel das grandes potências na luta climática. Enquanto o Brasil busca protagonismo ambiental, Trump — conhecido por seu ceticismo em relação às mudanças climáticas — volta a adotar uma retórica crítica às iniciativas multilaterais.

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