O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reúne nesta segunda-feira (29) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, para discutir um plano de paz de 21 pontos que visa encerrar a guerra entre Israel e o grupo Hamas na Faixa de Gaza.
O encontro, marcado para as 12h (horário de Brasília), ocorre após uma semana de intensas movimentações diplomáticas nos bastidores da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde Trump apresentou sua proposta a líderes árabes e muçulmanos.
O plano, que inclui a criação de um governo palestino de transição e uma força internacional de estabilização, foi recebido com apoio inicial por países da região, mas ainda enfrenta resistência de Israel e silêncio por parte do Hamas.
Netanyahu chega a Washington após um discurso inflamado na ONU, no qual reafirmou sua intenção de “terminar o trabalho” contra o Hamas e rejeitou qualquer possibilidade de criação de um Estado palestino — posição que contrasta com o espírito conciliador do plano americano. Na Assembleia Geral da ONU ficou evidente o isolamento em que io primeiro-ministro de Israel se encontra e com pedido de prisão em aberto no Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.
A fala provocou reações negativas e acentuou o isolamento de Israel, especialmente após o reconhecimento do Estado da Palestina por diversos países europeus nos últimos dias.
Trump, por sua vez, tem adotado um tom otimista. “Todos estão a bordo para algo especial, pela primeira vez. Vamos conseguir!”, escreveu em sua rede Truth Social no domingo.
Fontes próximas ao governo indicam que o presidente pretende pressionar Netanyahu a aceitar os termos do plano, que prevê, entre outras medidas, a libertação de reféns israelenses, retirada gradual das tropas de Gaza e garantias de não deslocamento forçado da população palestina.
A reunião desta segunda-feira é vista como decisiva. Jared Kushner, genro e ex-assessor de Trump, e o enviado especial Steve Witkoff participaram de encontros preparatórios com Netanyahu no fim de semana, buscando alinhar posições antes do anúncio oficial. Segundo fontes israelenses, o premiê pode sinalizar apoio parcial ao plano, embora continue resistindo à inclusão da Autoridade Palestina na governança pós-guerra.
A coletiva conjunta entre os dois líderes está prevista para as 13h15 (horário de Washington), e pode marcar um ponto de inflexão nas negociações para encerrar um conflito que já dura quase dois anos e devastou grande parte da Faixa de Gaza.





