O governo egípcio reabriu ao público, no último dia 4, a tumba do faraó Amenhotep III, localizada na margem oeste do Vale dos Reis, em Luxor. A estrutura, datada de cerca de 3 mil anos, passou por mais de duas décadas de restauração e é considerada uma das maiores e mais ornamentadas da região.
A iniciativa contou com apoio da Unesco e foi conduzida por uma equipe internacional liderada por especialistas japoneses. Ao todo, mais de 260 profissionais participaram do projeto, que incluiu reforço estrutural, recuperação de murais e instalação de sistemas modernos de iluminação e ventilação.
A tumba possui um corredor de 36 metros que leva à câmara principal, além de salas dedicadas às rainhas Tiye e Sitamun. As paredes exibem representações de deuses egípcios e trechos do Livro dos Mortos, conjunto de textos funerários usados na antiguidade.
Grande parte dos artefatos originais foi saqueada ao longo dos séculos e hoje está distribuída por museus como o Louvre (Paris), o Metropolitan Museum (Nova York) e o Castelo de Highclere (Reino Unido). A múmia e o sarcófago de Amenhotep III estão preservados no Museu Nacional da Civilização Egípcia, no Cairo.
A reabertura da tumba faz parte da estratégia do governo egípcio para impulsionar o turismo, setor afetado desde os protestos de 2011. O evento antecede a inauguração do Grande Museu Egípcio, prevista para 1º de novembro.





