A diretora financeira Erin Brewer disse que a perspectiva da empresa foi afetada por um declínio nos preços desde o quarto trimestre, juntamente com os usuários da Lyft fazendo viagens menores e mais curtas após os feriados.
Brewer alertou que, se este cenário permanecer, pode ocorrer um impacto porcentual de um dígito nas reservas brutas.
O fim de uma longa parceria exclusiva com a Delta Air Lines, que recentemente contratou a Uber em um novo acordo, também afetará as viagens e reservas brutas da Lyft em cerca de 1% a 2%, começando no segundo trimestre, acrescentou a diretora.
Em relação à sua abordagem para táxis autônomos, o CEO da Lyft David Risher disse que a empresa começará o lançamento de cerca de 1.000 robotáxis movidos a Mobileye em Dallas em 2026, com financiamento da empresa japonesa de negociação e investimento Marubeni.
A projeções para o primeiro trimestre foram divulgadas junto aos resultados corporativos do quarto trimestre de 2024, no qual a Lyft teve aumento anual de 15% nas reservas brutas de viagens, a US$ 4,3 bilhões, e alta de 10% em passageiros ativos, a 24,6 milhões, ambos acima das expectativas e no maior nível histórico já registrado pela empresa.
Ainda, a empresa teve lucro líquido de US$ 61,7 milhões no quarto trimestre de 2024, revertendo prejuízo de US$ 26,3 milhões em igual período de 2023. Analistas de Wall Street esperavam uma perda de US$ 3,4 milhões.
A receita subiu 27% no trimestre, a US$ 1,55 bilhão, abaixo da previsão de US$ 1,56 bilhão de Wall Street.
A Lyft também anunciou uma recompra de US$ 500 milhões em ações, mas não ofereceu um cronograma. Fonte: Dow Jones Newswires

