A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (2) Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A prisão ocorreu na casa dele, em Ponta Grossa (PR).
A ordem foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 29 de dezembro, Moraes havia dado prazo de 24 horas para que a defesa de Martins esclarecesse uma possível violação das medidas cautelares impostas no processo sobre a tentativa de golpe.
Segundo Moraes, Martins acessou seu perfil no LinkedIn naquele dia para buscar perfis de terceiros, descumprindo a proibição de uso de redes sociais.
Réu do chamado “núcleo 2” da trama golpista, Martins foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão. Ele permanecia em liberdade porque a condenação ainda não transitou em julgado.
No último dia 26, Moraes havia determinado prisão domiciliar para Martins e outros nove réus, sob a justificativa de risco de fuga.
Assista aqui a manifestação do advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini
Ex-coronel da Aeronáutica acusa ex-assessor de Bolsonaro de violar medida judicial
Um ex-coronel da Força Aérea Brasileira apresentou uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal alegando que Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, havia violado a medida cautelar imposta pela Corte.
Ricardo Wagner Roquetti, que atuou como servidor no Ministério da Educação até 2019, afirmou que Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro para assuntos internacionais, acessou seu perfil na rede social LinkedIn — o que, segundo ele, configuraria descumprimento de ordem judicial. Martins está sob investigação por suposto envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 e, por decisão do STF, está proibido de manter contato com outros investigados.
A denúncia foi encaminhada diretamente ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos que apuram os atos antidemocráticos.
Roquetti foi exonerado do Ministério da Educação em março de 2019, após pressões atribuídas ao ideólogo Olavo de Carvalho, figura influente no início do governo Bolsonaro. Desde então, ele se afastou de cargos públicos e, segundo interlocutores, tem buscado se desvincular de antigos aliados do bolsonarismo.





