Nicolás Maduro com a esposa Cilia Flores. (Reprodução)


Fontes da oposição venezuelana afirmaram que a captura do presidente Nicolás Maduro foi resultado de uma “saída negociada”. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (3) que Maduro foi levado para fora da Venezuela após ataque a Caracas.

Segundo a Sky News, opositores acreditam que a operação incluiu também a prisão da primeira-dama, Cilia Flores.

Escalada de tensão na região

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A ofensiva norte-americana contra a Venezuela intensificou a crise na América Latina e no Caribe. Desde o anúncio de ataques ao território venezuelano, os EUA justificam a ação como parte do combate ao tráfico internacional de drogas.

Maduro passou a ser o principal alvo de Trump. O presidente venezuelano é acusado de liderar o Cartel de los Soles, classificado por Washington como organização terrorista internacional.

Tentativas de diálogo

Dias antes da captura, Maduro havia declarado estar disposto a negociar com Trump. A fala foi feita em entrevista ao jornalista Ignacio Ramonet, publicada em 1º de janeiro.

Em novembro de 2024, os dois chegaram a conversar. Maduro disse que o encontro foi “agradável”, mas que os desdobramentos posteriores não tiveram o mesmo tom. Após a reunião, Trump endureceu a retórica e ampliou a ofensiva militar na região.

Operação militar

A ação contra Caracas se soma a outras operações iniciadas em agosto de 2024. Os EUA mobilizaram fuzileiros navais, navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.

Mais de 20 embarcações foram bombardeadas no Caribe e no Pacífico durante a operação Lança do Sul, que tem como objetivo declarado combater o tráfico de drogas.

Contexto imediato

O ataque ocorreu dois dias depois de Maduro afirmar que queria “conversar seriamente” com Trump. Segundo ele, seria necessário apresentar “fatos em mãos”, algo que, disse, o governo norte-americano já conhecia.