A procuradora-geral Pam Bondi, que anunciou que Maduro e mulher serão julgados nos EUA. (Reprodução)


“Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em breve enfrentarão toda a força da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, afirmou a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, após a captura do presidente venezuelano em Caracas.

A operação militar, realizada na madrugada deste sábado (3), levou à captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, que foram transportados para Nova York, onde já tramitam processos contra o líder por acusações de narcoterrorismo e corrupção.

Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, Maduro já havia sido indiciado em cortes americanas e agora será formalmente julgado. “Maduro será processado nos Estados Unidos por crimes de narcoterrorismo e corrupção. Ele já estava indiciado e agora responderá perante a justiça americana”, disse em entrevista coletiva em Washington.

O senador republicano Mike Lee confirmou que a ação foi realizada para cumprir um mandado de prisão emitido pela justiça dos EUA. “A missão foi clara: prender Nicolás Maduro e levá-lo para julgamento. Nossos agentes agiram com profissionalismo e segurança”, declarou.

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Do lado venezuelano, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou não ter informações oficiais sobre o paradeiro do casal. “Exigimos provas de vida de Nicolás Maduro e Cilia Flores. O povo venezuelano tem direito de saber o que ocorreu”, disse em pronunciamento transmitido pela televisão estatal.

O governo da Venezuela decretou estado de emergência nacional e classificou a operação como “agressão imperialista”. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “os Estados Unidos violaram a soberania da Venezuela ao sequestrar seu presidente”.

Maduro já era alvo de acusações nos EUA desde 2020, quando o Departamento de Justiça o indiciou por supostamente transformar a Venezuela em um “narco‑estado” e facilitar o tráfico internacional de drogas. Agora, com a captura, o processo avança para a fase de julgamento.

A operação marca um episódio sem precedentes recentes na política internacional: a prisão de um chefe de Estado em exercício por forças estrangeiras.