Políciais de Goias em operação nesta manhã. (Foto: Reprodução)


Uma nova fraude cibernética, com a inserção de mandados de prisão falsos em sistemas oficiais da Justiça brasileira, utilizando indevidamente os nomes do presidente da República e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi descoberta pela Polícia Civil de Goiás. Na manhã desta quinta-feira (5), cumprindo ordem judicial, a polícia realizou uma operação para identificar e deter os responsáveis, além de mapear a extensão do esquema.

A operação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), em conjunto com o Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Segundo os investigadores, os criminosos conseguiram acessar plataformas oficiais como o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e o PROJUDI, sistema utilizado pelo Judiciário goiano.

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De acordo com informações repassadas à reportagem por fontes policiais, os documentos falsos simulavam decisões judiciais, com aparência semelhante às ordens legítimas expedidas por magistrados.

A utilização do nome do presidente da República e do ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, em documentos fraudulentos acendeu alerta máximo nos órgãos de segurança e no próprio Judiciário, diante da gravidade do caso. Não é a primeira vez que esse tipo de crime ocorre. O episódio mais emblemático resultou na condenação da ex-deputada federal Carla Zambelli, que contou com o hacker Walter

Delgatti Neto para expedir mandado de prisão também contra Moraes. Zambelli foi condenada a dez anos de prisão, fugiu do Brasil e está atualmente detida na Itália, aguardando o processo de extradição para cumprir pena no Brasil. A condenação levou à cassação de seu mandato.

Segundo a Polícia Civil, a operação em Goiás tem como objetivo identificar os responsáveis pela criação e inserção dos mandados falsos, além de verificar se o esquema possui ramificações em outros estados. Um dos envolvidos, segundo a corporação, é um adolescente.