Lula, o presidente do Brasil. (Foto: Uol)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta semana a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um conselho internacional para reconstruir Gaza após a guerra. Ao mesmo tempo, afirmou que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve dar explicações sobre suspeitas de envolvimento em fraudes no INSS.

Em entrevista, Lula disse que o Brasil não participará de iniciativas que excluam a representação palestina. “Não faz sentido falar em reconstrução sem ouvir quem vive lá. Resort não resolve problema de hospital, escola e casa destruída”, afirmou, em referência ao plano de Trump de transformar Gaza em um polo turístico.

O presidente também comentou sobre as investigações da Polícia Federal em esquemas de descontos indevidos em benefícios previdenciários. “Se meu filho tiver alguma responsabilidade, ele vai pagar o preço. A lei é para todos”, declarou. Lula reforçou que a PF deve atuar sem interferência do governo. “A Polícia Federal não está a serviço do presidente. Está a serviço da sociedade”, disse.

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As declarações ocorrem em meio a pressões políticas. O senador Flávio Bolsonaro pediu ao Tribunal de Contas da União que investigue suposto favorecimento envolvendo Lulinha. Lula respondeu que não cabe blindagem. “Quem deve, paga. Quem não deve, se explica”, afirmou.

Ao criticar Trump e ao cobrar explicações do filho, Lula buscou reforçar a imagem de defesa da soberania e da transparência. “O Brasil não aceita ser coadjuvante em decisões que afetam povos oprimidos”, disse. “E dentro de casa, não há privilégio. Se houver culpa, será apurada.”