O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Foto: EBC)


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (20) que o Brasil respondeu “de forma impecável” ao aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, medida conhecida como “tarifaço”. Segundo Haddad, a decisão da Suprema Corte norte-americana que considerou ilegais parte das medidas adotadas pelo governo Donald Trump favorece os países atingidos e reforça a estratégia diplomática brasileira.

Em viagem à Índia, onde acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro destacou que o Brasil optou pelo diálogo e pela contestação formal nos canais institucionais. O país acionou a Organização Mundial do Comércio, recorreu ao Judiciário dos EUA e manteve conversas diplomáticas diretas para tratar de temas bilaterais. Para Haddad, a condução da crise comercial demonstrou equilíbrio e respeito às regras internacionais.

O tarifaço começou em abril de 2025, quando Trump anunciou tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, a alíquota subiu mais 40 pontos percentuais, chegando a 50%. A medida entrou em vigor em agosto, com exceções para setores estratégicos como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos, fertilizantes e itens do setor energético. Em novembro, após negociações, parte das tarifas foi retirada de produtos como café, carnes e frutas.

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Apesar da decisão judicial favorável, continuam em vigor tarifas específicas sobre aço e alumínio, aplicadas com base na Seção 232 da Lei do Comércio dos EUA. Nos bastidores, autoridades brasileiras, incluindo Haddad, atuaram para reduzir os impactos e preservar a relação bilateral. O ministro classificou essa estratégia como decisiva para o desfecho positivo ao Brasil.