O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. (Foto: Reprodução)


A CPI do Crime Organizado colocou no centro de suas investigações o empreendimento da família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. A suspeita é de que a empresa Maridt Participações, ligada ao ministro e a seus irmãos, tenha sido usada como canal de lavagem de dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a comissão trabalha com a hipótese de que o resort Tayayá, no Paraná, onde a Maridt tinha participação societária, foi parte da engrenagem financeira do grupo.

“Estamos investigando mecanismos de lavagem e de infiltração no poder público por parte desse grupo criminoso vinculado ao Banco Master”, disse.

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O que já foi decidido

A CPI aprovou a convocação dos irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli.

Também foi autorizada a quebra de sigilo da Maridt Participações.

O STF, por decisão do ministro André Mendonça, liberou os irmãos de comparecer à comissão, já que foram chamados na condição de investigados.

Como funcionava a ligação

A Maridt Participações integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Estado do Paraná.

A empresa começou a vender sua participação em 2021. A CPI quer entender as conexões entre a Maridt e a gestora Reag, ligada ao Banco Master, que teria atuado como ponte para movimentações financeiras suspeitas. A Reag é investigada por ter supostamente lavado dinheiro para o PCC.

O alcance da investigação

Segundo Vieira, o ministro Dias Toffoli não é investigado. O foco está nos mecanismos de corrupção e lavagem de dinheiro. A CPI apura indícios de irregularidades em órgãos de fiscalização como a CVM e não descarta a hipótese de corrupção no Judiciário.