Ministro Alexandre Silveira, que anunciou hoje a adesão do Brasil na Opep+. (Foto Divulgação)


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta terça-feira (18) que o Brasil vai aceitar o convite da Organização dos Países Produtores Exportadores de Petróleo (Opep) e ingressar no grupo de aliados do cartel, conhecido como “Opep+”.

Segundo ele, o país será o primeiro a aderir à chamada “carta de cooperação” da Opep, um fórum de discussão dentro da estrutura do cartel, do qual participarão os países da Opep e da Opep+.

O governo decidiu também aderir à Agência Internacional de Energia (IEA) e à Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), além da Opep+.

Continua depois da publicidade

Segundo o ministro, “isso não gera alguma obrigação vinculante ao Brasil Foi lida e relida na reunião do CNPE que é apenas uma carta, um fórum de discussão de estratégias dos países produtores de petróleo”, declarou Silveira.

Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, o Brasil é o oitavo maior produtor de petróleo do mundo e o primeiro da América Latina, com 3,4 milhões de barris dia. Estados Unidos (12,9 milhões barris/dia), Rússia (10,6 milhões barris/dia) e Arábia Saudita (9,6 milhões barris/dia) são os três principais.

“O Brasil foi convidado para que nós fizéssemos parte da carta de cooperação. O que fizemos hoje foi exatamente discutir a entrada no Brasil em três organismos internacionais. Autorizamos iniciar o processo de adesão à EIA, isso está aprovado. A continuação do que foi suspenso no governo anterior, que é a adesão à Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena). Ficou decidido: início da adesão à EIA, Irena e Opep+”, afirmou Silveira.

As informações foram prestadas por Silveira, após o ministro participar da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nesta terça.

A Opep foi criada em 1960, a Opep. Atualmente, a organização reúne 13 grandes países ofertantes de óleo no mundo como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Venezuela.

A sigla “Opep+”, com o símbolo de adição, inclui também os chamados “países aliados” — que não integram a organização propriamente, mas atuam de forma conjunta em algumas políticas internacionais ligadas ao comércio de petróleo e na mediação entre membros e não membros. É nesse grupo que o Brasil decidiu entrar.

“É apenas uma carta e fórum de discussão de estratégias dos países produtores de petróleo. Não devemos nos envergonhar de sermos produtores de petróleo”, declarou o ministro.

Organismo ambientalistas, como o Greenpeace, criticaram a decisão do Brasil de aderir à Opep num momento em que o país vai realizar a Cop30 de mudanças climáticas e o planeta tem enfrentado tempestades descontroladas e secas monumentais e aumento do calor em todos os continentes.