O ministro do STF André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master. (Foto: STF)


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (18) estender por mais 60 dias o prazo do inquérito que apura fraudes no Banco Master. A investigação, conduzida pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero, aponta irregularidades que podem chegar a R$ 17 bilhões.

A decisão atende a pedido da PF, que alegou ser imprescindível a prorrogação para esclarecer os fatos. O inquérito apura a concessão de créditos falsos pelo Banco Master e envolve também a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

Contexto da operação

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Deflagrada em três fases, a Operação Compliance Zero já resultou na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente custodiado na Penitenciária Federal em Brasília. Vorcaro é apontado como peça central no esquema de fraudes e sua detenção marcou um dos principais avanços da investigação.

Segundo os investigadores, o esquema teria sido estruturado para inflar artificialmente os ativos do Banco Master, abrindo espaço para negociações fraudulentas e operações de crédito sem lastro. A tentativa de aquisição pelo BRB, caso confirmada como parte da fraude, pode ter ampliado os riscos para o sistema financeiro público.

Repercussão no STF

O ministro Mendonça destacou que a prorrogação é necessária diante da complexidade do caso e da dimensão dos valores envolvidos. Delegados da PF reforçaram ao Supremo que o prazo adicional permitirá aprofundar a análise de documentos e depoimentos já colhidos, além de rastrear movimentações financeiras suspeitas.

Próximos passos

Com o novo prazo, a Polícia Federal deverá concluir relatórios técnicos e apresentar à Corte os resultados finais da investigação. A expectativa é que o inquérito traga elementos decisivos para responsabilizar os envolvidos e esclarecer o alcance das fraudes.