Teerã iniciou a terça-feira sob intenso ataque de Israel. (Reprodução: TV)


A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou nesta terça-feira (7) que responderá “fora da região” e “privará os EUA e seus aliados de petróleo e gás por muitos anos” se os EUA cruzarem as “linhas vermelhas” e atacarem instalações civis.

A declaração foi em resposta à ameaça do presidente Donald Trump, que afirmou que poderia “matar uma civilização inteira esta noite”, faltando apenas algumas horas para o prazo que ele impôs para a reabertura total do Estreito de Ormuz.

Nesta terça-feira, um ataque atingiu uma ponte ferroviária em Kashan, no Irã, matando duas pessoas, depois que Israel alertou os civis para que se mantivessem afastados da rede ferroviária do país até as 21h (18h30 GMT).

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Trump declarou que a resposta do Irã à proposta de cessar-fogo dos EUA, transmitida por meio de intermediários, é “significativa”, mas “insuficiente”.

“Corrente humana”

O vice-ministro do Esporte e da Juventude do Irã, Alireza Rahimi, convidou as pessoas a formarem correntes humanas ao redor das usinas de energia do país em uma mensagem de vídeo publicada na segunda-feira, de acordo com o canal do governo no Telegram.

Rahimi fez um apelo a jovens, artistas, atletas, estudantes e professores para que se juntassem à iniciativa – que ele descreveu como um “ato simbólico” – nesta terça-feira, às 14h, horário local (6h30, horário de Brasília), independentemente de suas opiniões políticas, para proteger a infraestrutura que ele chamou de “patrimônio nacional que pertence ao futuro do Irã e de sua juventude”.

O convite surgiu às vésperas do prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump, na noite de terça-feira, para que o Irã reabrisse completamente o Estreito de Ormuz. Trump ameaçou destruir a infraestrutura civil iraniana — incluindo usinas de energia e pontes — caso Teerã não cumprisse a exigência.

Entretanto, os ataques israelenses contra a infraestrutura iraniana se intensificaram em todo o país.