Uma pane técnica no centro de controle aéreo da região de São Paulo provocou a suspensão temporária de pousos e decolagens na manhã desta quinta-feira (9), afetando os dois principais aeroportos da capital — Congonhas e Guarulhos — e gerando reflexos em terminais de outras cidades brasileiras.
A informação oficial é que houve vazamento de gás.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a interrupção ocorreu entre 9h30 e 10h06, quando as operações foram suspensas por “problema técnico operacional”.
A concessionária Aena, responsável por Congonhas, divulgou horários diferentes: das 8h58 às 10h09. Apesar da retomada, os painéis seguiam registrando atrasos e cancelamentos no fim da manhã.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confirmou que o centro de controle de Congonhas chegou a ser evacuado após relatos de cheiro de gás. Bombeiros e técnicos da concessionária de gás foram acionados, mas não houve confirmação de vazamento. Alguns controladores apresentaram sintomas leves de intoxicação e receberam atendimento médico.
Reflexos em outros estados
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que vai apurar o número de empresas e passageiros afetados. Em Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, voos foram cancelados ou atrasados devido ao bloqueio em São Paulo. Em Confins, seis partidas foram suspensas. No Galeão e em Santos Dumont, oito voos tiveram impacto direto.
Passageiros em espera
Nos saguões paulistas, centenas de passageiros tentavam remarcar viagens. O casal de aposentados Cid e Maria Luiza Cruz relatou que já havia enfrentado problemas em Guarulhos no dia anterior e foi novamente surpreendido pela paralisação.
“Companhia informou que não havia previsão para os voos de São Paulo”, disse Cruz.
O que dizem as concessionárias
A Aena afirmou que o aeroporto opera normalmente e que os motivos devem ser esclarecidos pela FAB. A GRU Airport, responsável por Guarulhos, destacou que a falha foi geral no sistema de tráfego aéreo da região, sem relação com o terminal.
Investigação em curso
Em nota, a FAB garantiu que as aeronaves foram “devidamente sequenciadas” e que todos os requisitos internacionais de segurança foram cumpridos. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) abriu investigação para apurar as causas da pane.





