O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) iniciou neste sábado (11) uma operação de detecção e retirada de minas navais no estreito de Ormuz. A manobra utiliza contratorpedeiros e tecnologia avançada para liberar uma das principais rotas comerciais do mundo, após a identificação de explosivos lançados pela Guarda Revolucionária do Irã.
O presidente Donald Trump afirmou em rede social que os EUA estão “limpando” a via marítima como um favor a países como China, Japão, Coreia do Sul, França e Alemanha. No texto, publicado no Truth Social, Trump criticou os aliados por não realizarem o trabalho por conta própria.
A missão mobiliza os navios de guerra USS Frank E. Peterson e USS Michael Murphy, que já operam no golfo Árabe. Segundo o Centcom, o monitoramento será ampliado nos próximos dias com o reforço de drones subaquáticos para identificar objetos no leito marinho. O almirante Brad Cooper, comandante da operação, afirmou que a prioridade é criar um corredor navegável seguro para a marinha mercante.
Ponto estratégico para a economia global, o estreito de Ormuz escoa 20% do petróleo mundial. O fluxo de navios havia sido retomado na última terça-feira (7) como parte de um acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã, mas o Irã voltou a fechar a passagem após ataques israelenses ao Líbano, que não constavam no pacto inicial. Apesar do bloqueio, dois superpetroleiros chineses atravessaram o estreito neste sábado.
As minas utilizadas pelo Irã incluem modelos soviéticos e a avançada EM-52, de origem chinesa, que dispara um foguete ao detectar a passagem de navios. De acordo com o Strauss Center, da Universidade do Texas, a capacidade iraniana de lançar esses artefatos em larga escala é limitada pela baixa quantidade de submarinos disponíveis, o que leva o país a usar pequenas embarcações para posicionar minas mais simples. Os EUA não informaram o prazo para a conclusão da varredura.



