O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, afirmou nesta quarta-feira (15) que a instituição financeira “não vai quebrar”.
A declaração foi feita durante o 6º Brasília Summit, promovido pelo LIDE, no Hotel Brasília Palace, no DF, diante de autoridades e lideranças empresariais.
Em meio a questionamentos sobre a sustentabilidade do banco, Souza defendeu a solidez da instituição e disse que o BRB sairá fortalecido após o processo de reorganização. Segundo ele, medidas de governança, eficiência operacional e disciplina na gestão estão sendo implementadas para garantir a sustentabilidade no longo prazo.
O executivo destacou que, ao assumir a presidência, analisou detalhadamente os balanços e a estrutura do banco, o que lhe deu confiança na capacidade de recuperação. “Seguiremos fortes, sólidos e presentes na vida de Brasília, especialmente na vida de quem mais precisa”, afirmou.
Souza também ressaltou o papel do governo do Distrito Federal na condução responsável da reestruturação, citando revisão de processos, fortalecimento de controles e maior rigor nas decisões.
Para ele, momentos de crise representam oportunidades de fortalecimento institucional. “Instituições são construídas por pessoas e, quando há compromisso e propósito, é possível superar adversidades e sair ainda mais fortes”, disse.
Além da defesa institucional, o presidente reforçou o papel estratégico do BRB como banco público voltado ao desenvolvimento econômico e social. Ele mencionou iniciativas de apoio ao empreendedorismo, financiamento de projetos e promoção da inclusão financeira, que devem ser ampliadas nos próximos anos.
Situação
A crise do BRB decorre de aportes bilionários feitos no Banco Master, que resultaram em suspeitas de irregularidades e rombos financeiros. O banco enfrenta risco de liquidação pelo Banco Central, mas autoridades locais garantem que haverá solução.
O Banco de Brasília (BRB) investiu cerca de R$ 16,7 bilhões no Banco Master, dos quais R$ 12,2 bilhões estão sob suspeita de irregularidades.
A governadora do DF, Celina Leão, prometeu apresentar solução definitiva em até 30 dias.





