O ex-jogador enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do atleta, que destacou seu legado dentro e fora das quadras.
Segundo nota oficial, a despedida ocorrerá de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento. A Prefeitura de Santana de Parnaíba informou que Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana pelo Serviço de Resgate, já em parada cardiorrespiratória, chegando à unidade sem vida.
Trajetória no esporte
Oscar iniciou sua relação com o basquete aos 13 anos, em Brasília, incentivado por seu técnico Zezão. Em 1974, mudou-se para São Paulo para jogar no infanto-juvenil do Palmeiras. Três anos depois, foi convocado para a seleção juvenil e eleito melhor pivô do Sul-Americano.
Na seleção principal, conquistou títulos sul-americanos e medalha de bronze. Em 1979, venceu a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete, e no ano seguinte disputou sua primeira Olimpíada, em Moscou. Participou ainda de Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), sempre como destaque e cestinha.
Oscar jogou 11 temporadas na Itália, sendo oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia. Em 1995, retornou ao Brasil, atuando pelo Corinthians, onde conquistou seu oitavo título nacional. Passou ainda por Banco Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo, clube em que alcançou uma das marcas mais expressivas da carreira: maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, superando Kareem Abdul-Jabbar.
Reconhecido internacionalmente, foi eleito em 1991 um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fiba e integrou o Hall da Fama da NBA. Em 2003, aposentou-se das quadras.
Vida após o basquete
Após encerrar a carreira, Oscar dedicou-se a palestras motivacionais. Em 2022, aos 64 anos, afirmou em entrevista à TV Brasil que vivia intensamente e encontrava satisfação em compartilhar sua trajetória com o público.
“Eu adoro fazer palestra, ver os olhos das pessoas olhando para mim, batendo palma. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”, disse na ocasião.
Oscar Schmidt deixa um legado que transcende o esporte, inspirando gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.



