A sexta-feira ficou mais triste para os amantes do esporte brasileiro com a confirmação da morte de Oscar Schmidt, lenda do basquete verde e amarelo, aos 68 anos. Assim que a família confirmou a notícia, clubes pelos quais o ex-jogador atuou, rivais, amigos pessoais, entidades e personalidades se despediram do astro.

“O Comitê Olímpico do Brasil (COB) lamenta profundamente o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete e uma lenda do Movimento Olímpico do Brasil. Conhecido como ‘Mão Santa’, Oscar foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Oscar deixa a esposa Maria Cristina Victorino, com quem é casado desde 1981, e dois filhos Felipe e Stephanie”, prestou homenagem o COB.

“O esporte brasileiro, infelizmente, se despede de um grande nome, mas tenho certeza que sua história jamais será esquecida. Mais do que resultados e medalhas, Oscar representou valores que definem o espírito olímpico: dedicação, superação, respeito ao adversário. Em cada competição levou consigo não apenas o talento, mas também a inspiração para todos que acreditam no poder transformador do esporte e a bandeira brasileira no coração. Seu legado permanece vivo nas quadras e corações que tocou ao longo de sua trajetória. Que sua memória siga motivando novas gerações a sonhar alto e competir com honra. Sua história, eternizada no Hall da Fama do COB, seguirá presente em nossos corações. Descanse em paz, Mão Santa. Seu legado jamais será esquecido. O Olimpismo agradece”, lamentou Marco Antonio La Porta, presidente do COB.

O Nosso Basquete Brasil (NBB) lamentou a triste notícia: “Hoje o basquete brasileiro se despede de uma lenda. Oscar Schmidt, o Mão Santa, marcou gerações e escreveu seu nome para sempre na história do esporte. Segundo maior pontuador da história, membro de múltiplos Halls da Fama e dono de feitos eternos com a camisa do Brasil e por onde passou. Ao longo de sua carreira, somou impressionantes 49.973 pontos e também se tornou o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos. Pela Seleção Brasileira, conquistou o ouro no Pan-Americano de 1987 e foi três vezes campeão sul-americano, em 1977, 1983 e 1985”, prestou homenagem.

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“Por clubes, construiu uma trajetória igualmente vitoriosa, com três títulos brasileiros, um título sul-americano de clubes campeões, um título mundial, seis conquistas do Campeonato Paulista e dois títulos do Campeonato Carioca. Obrigado por tudo, Mão Santa”, completou a NBB.

“Quando recebi a notícia, foi como se fosse uma bomba na minha cabeça. A gente acha que todo ídolo é eterno e não é. Um momento difícil para quem viveu o basquete na mesma geração, que viu a construção, o legado que Oscar foi deixando, o patriotismo que esse homem tinha na sua cara e coração…”, lamentou a Rainha Hortência, em entrevista à Band.

“Como ele demonstrava garra e força de vontade quando entrava em quadra. Quando parou, continuou sendo admirável e passando valores. Ele deixou credibilidade. Quando falava, paravam para escutar. Oscar era isso, tinha uma família maravilhosa e esse é o legado que ele deixa e vai deixar: muita lembrança sem jamais sair dos nossos pensamentos e nossas vidas. Ele foi eternizado por todos os Halls da Fama do mundo inteiro”, ressaltou a maior jogadora do basquete nacional e admiradora de Oscar.

“Meu amigo Oscar, que Deus o receba no céu, meus sentimentos a toda família, especialmente a você Maria Cristina, que foi, é e será sempre a parceira deste gigante, aos amigos e fãs minhas condolências e descanse em paz Oscar Schmidt!!”, postou o ex-velocista Robson Caetano.

Além da brilhar na seleção brasileira, Oscar defendeu as cores de Palmeiras, Sírio, América-RJ, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo no País, os italianos Juvecaserta e Pavia, além do espanhol Forum Valladolid. Os clubes prestaram uma última homenagem.

“O Sport Club Corinthians Paulista lamenta o falecimento de Oscar Schmidt. Um dos maiores atletas da história da modalidade no Brasil, Oscar marcou o seu nome também na história do Sport Club Corinthians Paulista. Maior pontuador da história do esporte até 2024, Oscar liderou o Corinthians ao seu último título nacional, conquistado em junho de 1996. Este feito o fez estar imortalizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo”, escreveu o clube paulista.

“Antes de se tornar um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma referência eterna da Seleção Brasileira de Basquete, Oscar Schmidt – que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos – deu seus primeiros passos como atleta profissional vestindo a camisa alviverde. Foi na Sociedade Esportiva Palmeiras que o jovem talento iniciou uma trajetória que, anos depois, o levaria ao reconhecimento internacional”, destacou o Palmeiras.

“O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial: Oscar Schmidt. O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor. Descanse em paz, lenda”, homenageou o Flamengo.

Mesmo clubes nos quais o astro não atuou, fizeram questão de um último adeus, como São Paulo, Grêmio, Vasco e Athletico-PR. A CBF também. “Hoje é um dia triste para o esporte brasileiro. O Athletico Paranaense expressa profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, lenda do basquete. O clube presta solidariedade à família, aos amigos e a todos os fãs do Mão Santa. Descanse em paz.”

“Recebo com profundo pesar a notícia da morte de Oscar Schmidt, um dos maiores atletas que o Brasil já teve. Oscar, nosso Mão Santa, foi sinônimo de patriotismo, garra e talento. Foi um competidor incansável que honrou a camisa do Brasil como poucos. Sua dedicação ao basquete e ao país inspirou gerações e ajudou a construir a história do nosso orgulho nacional. Hoje, o Brasil se despede de um gigante, mas seu legado permanece vivo e seus exemplos seguirão conosco para sempre”, disse Samir Xaud, presidente da CBF.

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