O Tribunal do Júri de Planaltina encerrou, na noite de sábado, um dos julgamentos mais marcantes da história recente do Distrito Federal. Após seis dias de sessões, cinco réus foram condenados pela maior chacina já registrada na região, que exterminou dez pessoas de uma mesma família entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. As penas somadas ultrapassam 1.200 anos de prisão.
O caso, que chocou o país pela brutalidade, teve como motivação a disputa pela posse da Chácara Quilombo, avaliada em cerca de R$ 2 milhões. Entre as vítimas estavam três crianças de 6 e 7 anos, além da cabeleireira Elizamar Silva, que desapareceu com os filhos antes de serem encontrados mortos.
O juiz Taciano Vogado, responsável pela leitura da sentença, destacou a gravidade dos crimes: “A sociedade não pode tolerar tamanha violência. A resposta da Justiça precisa ser proporcional à brutalidade dos atos praticados”.
As penas
- Gideon Batista de Menezes: 397 anos de prisão, apontado como mentor do crime.
- Horácio Carlos Ferreira Barbosa: mais de 300 anos.
- Carlomam dos Santos Nogueira: 351 anos.
- Fabrício Silva Canhedo: 202 anos.
- Carlos Henrique Alves da Silva: 2 anos, condenado apenas por sequestro; deve ser solto após já ter cumprido tempo superior à pena.
No total, as penas chegam a 1.252 anos de prisão em regime fechado.
O julgamento
O júri popular analisou cerca de 500 quesitos ao longo das sessões. Os réus foram condenados por homicídio qualificado, sequestro, roubo, ocultação e destruição de cadáver, associação criminosa e corrupção de menores.
O Ministério Público afirmou que “este é um marco na história judicial do Distrito Federal, pela brutalidade e pela resposta firme da Justiça”.
Familiares das vítimas, emocionados, disseram que “a dor não passa, mas a condenação traz algum alívio”.



