Cole Tomas Allen, atirador preso pela segurança de Trump. (zigoto: Reprodução)


Cole Tomas Allen, 31 anos, identificado como o homem que rompeu a segurança do Washington Hilton e disparou entre cinco e oito tiros antes de ser contido, teve seu perfil reconstruído por investigadores e registros acadêmicos. O retrato é surpreendente: um acadêmico de alto nível que cruzou o país de trem para executar o que fontes policiais descrevem como um ataque meticulosamente planejado e, possivelmente, suicida. “Ele não parecia ter a intenção de sair vivo”, disse uma fonte próxima à investigação.

Do campus ao caos

Nascido e criado na Califórnia, Allen construiu um currículo que reflete disciplina e inteligência. Formou-se em engenharia mecânica pelo prestigiado California Institute of Technology (Caltech) em 2017 e, mais recentemente, concluiu o mestrado em ciência da computação pela California State University, Dominguez Hills.

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Em Torrance, subúrbio de Los Angeles, era reconhecido como tutor dedicado na rede C2 Education, chegando a ser eleito “professor do mês” em 2024. No ambiente digital, apresentava-se como desenvolvedor independente de videogames. Nada em seu histórico — sem antecedentes criminais — sugeria o arsenal que carregava ao se hospedar no Hilton: múltiplas armas de fogo e facas.

O alvo e a ação

De acordo com o procurador-geral interino Todd Blanche, o objetivo de Allen era claro: atingir autoridades ligadas à administração de Donald Trump. Ao tentar romper o perímetro de segurança, feriu um agente do Serviço Secreto. O oficial, protegido por um colete à prova de balas, recebeu ainda naquela noite uma ligação de incentivo do próprio presidente Trump.

A logística do crime evidencia premeditação:

  • A viagem: Allen atravessou os EUA de trem, partindo de Los Angeles, com conexão em Chicago até Washington.
  • O armamento: A espingarda usada no ataque foi comprada em agosto de 2025; já a pistola semiautomática estava em sua posse havia dois anos.

O confronto com a lei

Atualmente sob custódia hospitalar, Allen se recusa a colaborar nos interrogatórios. O FBI e o Serviço Secreto investigam seu rastro digital e ideológico para compreender como um mestre em ciência da computação trocou o teclado pelas armas.

Na segunda-feira, ele deve comparecer perante um juiz federal em Washington, D.C. As acusações iniciais — uso de arma de fogo em crime violento e agressão a oficial federal — podem ser apenas o começo. Jeanine Pirro, procuradora do Distrito de Columbia, já sinalizou que novas denúncias serão apresentadas à medida que a investigação revelar a “premeditação e o motivo” por trás dos disparos que marcaram a noite mais importante da imprensa americana.