À direita na mesa, a jornalista Weijia Jiang, presidente da Associação dos Correspondentes, se surpreende com o ataque. (Foto: Reprodução)


A presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), Weijia Jiang, que estava sentada ao lado de Donald Trump durante o jantar anual da entidade, afirmou que “ninguém deveria se sentir assim” ao comentar o tiroteio ocorrido no evento.

Jiang, também correspondente sênior da CBS News, relatou a tensão no momento do incidente. “O que passava pela minha cabeça era que minha filha de sete anos estava lá. Meu marido e meus pais também”, disse. “Em uma noite em que nos reunimos para celebrar a liberdade de imprensa, temos de pensar em como ela é frágil, porque tiroteios acontecem todos os dias.”

Para a jornalista, a gravidade do episódio independe do local. “Não importa se é no jantar dos correspondentes ou em qualquer outro lugar. Ninguém deveria se sentir assustado em um espaço público”, acrescentou.

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Jiang afirmou que o evento busca reconhecer o papel vital da Primeira Emenda — que garante a liberdade de expressão nos EUA — e funciona como uma oportunidade para que a imprensa e o presidente “se reúnam em um contexto diferente e reconheçam a relevância desse relacionamento, por mais complicado que seja”.