Os gastos militares globais atingiram US$ 2,88 trilhões em 2025, um aumento de 2,9% em termos reais em relação a 2024, e os três países que mais gastaram com defesa foram os EUA, China e Rússia, alcançando um total combinado de US$ 1,48 trilhão, ou 51% do total global, segundo pesquisa do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri).

Apesar do avanço, o número é significativamente menor do que o aumento de 9,7% registrado em 2024. A desaceleração se deve em grande parte à queda nos gastos militares de Washington, que somaram US$ 954 bilhões em 2025, valor 7,5% menor do que o do ano anterior. O recuo refletiu sobretudo o fato de que nenhuma nova assistência financeira militar à Ucrânia foi aprovada ao longo do ano, em forte contraste com os três anos anteriores, quando um total de US$ 127 bilhões foi aprovado.

Por outro lado, o principal fator por trás do aumento global dos gastos militares em 2025 foi um salto de 14% na Europa, para US$ 864 bilhões. Na mesma linha, os gastos da Rússia e da Ucrânia continuaram a crescer no quarto ano da guerra. As despesas militares de Moscou avançaram 5,9% em 2025, para US$ 190 bilhões, o equivalente a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Já Kiev elevou seus gastos em 20%, para US$ 84,1 bilhões, ou 40% do PIB.

No Oriente Médio, o total foi de cerca de US$ 218 bilhões em 2025, apenas 0,1% acima do registrado em 2024. Os gastos militares de Israel caíram 4,9%, para US$ 48,3 bilhões, refletindo a redução da intensidade da guerra em Gaza. Os do Irã também recuaram pelo segundo ano consecutivo, com queda de 5,6%, para US$ 7,4 bilhões em 2025. A diminuição em termos reais foi consequência da inflação anual de 42%, embora os gastos tenham aumentado em termos nominais.

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