À época das filmagens de As Deep As The Grave, Kilmer, que fazia parte do elenco, não podia participar das gravações por causa de seu câncer de garganta.
“Começou como uma forma de superar as limitações da doença dele, mas depois evoluiu para algo que ele realmente pensou: ‘Espera aí. Tenho a chance de criar um precedente'”, disse ela, segundo a Variety.
“A questão se dividiu em dois grupos. Pessoas que talvez tenham uma posição mais precária na indústria e estejam preocupadas e vejam a IA como uma ameaça – o que é absolutamente válido – e pessoas mais jovens, atores e músicos mais jovens. Sou musicista e muitas pessoas que conheço têm muito medo dessa tecnologia”, diz a filha de Val Kilmer.
Ela comentou que também recebeu feedbacks apoiando a iniciativa de parte das pessoas. “Ao mesmo tempo, recebi muitas respostas positivas de pessoas – pessoas mais velhas, pessoas talvez mais estabelecidas na indústria – que veem isso como uma forma de proteger a propriedade intelectual dos atores. Temos que lidar com essa tecnologia de uma forma ou de outra. E evitá-la não é necessariamente o caminho. É muito mais fácil estruturar os direitos se você licenciar algo proativamente”, declarou.
IA e Val Kilmer
Esta não é a primeira vez que Kilmer tem seu trabalho atrelado ao uso de inteligência artificial. No passado, o ator colaborou com a empresa britânica Sonantic, que utilizou-se da tecnologia para reproduzir sua voz e a fim de que ele vivesse Tom “Iceman” Kazansky em Top Gun: Maverick. Sua presença no novo filme, recriada por IA, foi autorizada pela família.

