“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial. Ao mesmo tempo, o endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, o presidente da CNI, Ricardo Alban.
O executivo defende que o BC precisa intensificar os cortes da Selic a partir da próxima reunião do Copom, a ser realizada 16 e 17 de junho. “Uma taxa de juros mais baixa deixou de ser apenas desejável e passou a ser essencial para recuperamos a produtividade e o bem-estar da população brasileira”, afirma Alban.
A CNI projeta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) vai fechar 2026 dentro do intervalo de tolerância da meta, cujo teto é fixado em 4,5%. No comunicado divulgado nesta quarta, no entanto, o Copom elevou a projeção para o IPCA acumulado neste ano de 3,9% para 4,6%.
A entidade destaca ainda que a manutenção da Selic em níveis elevados piora o endividamento corporativo e a inadimplência, que atingiram níveis jamais vistos, prejudicando principalmente micro e pequenas empresas.

